Psicoterapia · Métodos

O que é Terapia Ericksoniana?

Uma introdução a uma abordagem que valoriza o ritmo individual, os recursos internos e as possibilidades de mudança de cada pessoa.

Eriberto Lemos
Eriberto Lemos
Psicólogo Clínico · CRP 04/57531Publicado em 23 julho 2026Atualizado em 23 julho 20266 min de leitura
Paciente relaxada e consciente escuta o terapeuta durante conversa calma em consultório iluminado por luz natural.
Uma conversa terapêutica calma pode favorecer foco interno, segurança e acesso a recursos pessoais.

A Terapia Ericksoniana é uma abordagem psicoterapêutica que respeita o ritmo, a linguagem e a singularidade de cada pessoa. Em vez de seguir regras prontas para todos, ela procura reconhecer recursos que já existem e criar condições para que novas possibilidades apareçam.

Leveza não significa superficialidadeUma conversa acolhedora pode tratar de temas profundos. A leveza está na forma de acompanhar a pessoa, sem impor uma única maneira de compreender ou mudar.

Um jeito diferente de relaxar: o transe natural

Quando ouvimos a palavra “hipnose”, é comum imaginar apresentações em que alguém perde o controle. Na Terapia Ericksoniana, o conceito de transe natural se refere a estados cotidianos de concentração e absorção.

É o que pode acontecer ao olhar pela janela durante uma viagem, cozinhar concentrado, ouvir uma música ou mergulhar em uma atividade. A pessoa continua consciente e pode participar da conversa, pausar ou discordar a qualquer momento.

O foco interno pode surgir em momentos simples, quando a atenção encontra espaço para se reorganizar.

Os princípios do método

Os recursos já existemA terapia parte da ideia de que a pessoa possui forças, aprendizados e experiências que podem ser reconhecidos e ampliados.
A mente profunda pode colaborarEm vez de tratar o inconsciente apenas como ameaça, a abordagem considera sua criatividade e sua capacidade de encontrar caminhos.
A linguagem é individualMetáforas, histórias e imagens podem ajudar quando fazem sentido para aquela pessoa, sem serem usadas como fórmulas universais.
Tudo pode ser aproveitadoCaracterísticas que parecem obstáculos podem ser compreendidas e transformadas em recursos, quando usadas com consciência.

Como funciona na prática?

O terapeuta acompanha a pessoa com uma conversa calma, perguntas cuidadosas, histórias, metáforas e atenção aos sinais de mudança. O objetivo não é convencer nem controlar, mas favorecer uma relação mais segura com a própria experiência.

O terapeuta como facilitador

Em vez de entregar respostas prontas, o profissional ajuda a pessoa a acessar conhecimentos, lembranças e possibilidades que podem estar encobertos pela ansiedade, pelo medo ou por padrões repetidos.

Trabalho com a experiência presente

O processo pode envolver sensações, imagens, palavras e pequenas mudanças na forma de perceber uma situação. A pessoa segue consciente e participa ativamente da construção do sentido.

Uso cuidadoso de metáforas

Uma metáfora pode oferecer uma nova maneira de olhar para um problema, mas precisa conversar com a história e a linguagem de quem está em terapia. O que ajuda uma pessoa pode não fazer sentido para outra.

Ritmo e colaboraçãoA terapia é ajustada ao que a pessoa consegue acompanhar. Não é necessário produzir relaxamento, acessar uma memória específica ou aceitar uma interpretação que não pareça adequada.

Segurança e acompanhamento

A Terapia Ericksoniana não elimina a autonomia nem substitui decisões conscientes. O acompanhamento deve acontecer em uma relação profissional responsável, com respeito aos limites, ao consentimento e aos objetivos definidos em conjunto.

Este texto é informativo e não substitui uma avaliação clínica. A abordagem e as estratégias utilizadas devem ser conversadas com um profissional qualificado.

AtençãoSe você estiver em sofrimento intenso ou com sintomas persistentes, procure um profissional de saúde. Em situações de emergência, busque os serviços locais de urgência.

Conclusão

A Terapia Ericksoniana valoriza a pessoa para além do problema que a trouxe à terapia. Ao respeitar seu ritmo e reconhecer seus recursos, pode abrir espaço para mudanças mais autorais, conscientes e possíveis.

Sua história não precisa caber em uma fórmula

Uma conversa inicial pode ajudar a conhecer o modo de trabalho e avaliar se essa abordagem combina com o que você procura neste momento.

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Perguntas frequentes

Ela pode utilizar conceitos de transe natural e atenção focada, mas a pessoa permanece consciente, participa do processo e mantém autonomia durante a sessão.

Não. O relaxamento não é uma prova nem uma obrigação. O terapeuta pode adaptar a condução ao modo como você consegue estar presente e conversar.

A indicação depende da história, das necessidades e dos objetivos de cada pessoa. Uma conversa inicial ajuda a avaliar se o método é adequado para o momento.

Eriberto Lemos

Eriberto Lemos

Psicólogo Clínico · CRP 04/57531. Atendimento online e presencial para adolescentes, jovens, adultos e casais.

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Seu ritmo também pode fazer parte do caminho de mudança.

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